<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-5293476691085386887</id><updated>2012-01-20T04:08:37.512-03:00</updated><title type='text'>Música por um Brasileiro</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://musicaporumbrasileiro.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5293476691085386887/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://musicaporumbrasileiro.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Jael Soares</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07545391994711059095</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_nUIDKoosDOI/Sq8VsXOZZAI/AAAAAAAAAUU/cMy1fMKZbwA/S220/Eu+(426).jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>10</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5293476691085386887.post-2577140835961250638</id><published>2009-05-08T15:03:00.007-03:00</published><updated>2009-05-09T17:11:53.122-03:00</updated><title type='text'>BANDA "AD FINEM" PREPARA ÁLBUM INÉDITO</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_nUIDKoosDOI/SgR2R4G_09I/AAAAAAAAASk/F52H9O5TNmw/s1600-h/OgAAAK__3NCExk9X32uw1K5JnvTsdM-e2bGxQh0pjfdwdWA3UL0VKaW5ohNnWjzhFk4b4HmJrRxtY-yOcDwkc_dzXm8Am1T1UOz-a1dN13YLj-iArqAH2ZK4u1_Y.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5333517908205097938" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 240px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_nUIDKoosDOI/SgR2R4G_09I/AAAAAAAAASk/F52H9O5TNmw/s320/OgAAAK__3NCExk9X32uw1K5JnvTsdM-e2bGxQh0pjfdwdWA3UL0VKaW5ohNnWjzhFk4b4HmJrRxtY-yOcDwkc_dzXm8Am1T1UOz-a1dN13YLj-iArqAH2ZK4u1_Y.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:georgia;font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;Esta matéria saiu no Jornal Extra de Pernambuco (25-30/04); Caderno C, página B2.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;A banda de rock Ad Finem está preparando o álbum de estréia, que conta com músicas inéditas de temática existencial, como “Frio”, “Sob a sombra do desamparo”, “Asas de cera”, “Peripécias de Morfeu” e “Coração e pedra” - a faixa que intitula o disco. O término das gravações está previsto para o final de julho.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;A banda pretende se lançar com uma proposta interessante para quem aprecia letras existenciais, começando pela tematização do álbum. Com influência de pensadores como Camus, Sartre, Schopenhauer e Nietzche, as músicas unem-se para dar ao cd uma perspectiva que oscila entre absurdismo e existencialismo; um contraponto a preceitos sociais (vigentes legalmente ou não). “Desesperança, niilismo, absurdo, solidão, auto-ilusão, uma sociedade que se antepara na atmosfera letárgica de mentiras milenarmente convencionadas e institucionalizadas - estas são abordagens que compõem o ‘plano de fundo’ no qual se assentam todas as nossas músicas”, exemplifica JJ, compositor e guitarrista.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Na sonoridade, os integrantes transferem às músicas influências como Pink Floyd, Lobão, Engenheiros do Hawaii, Legião Urbana, Angra, Dream Theater, dentre outras. “Sou recente na banda e, apesar de gostar bastante de rock, minhas influências estão mais ligadas a manifestações tidas como ‘de raízes brasileiras’. Contudo, os meninos estão pondo meus ouvidos num bom caminho”, brinca Jael Vieira, vocalista.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_nUIDKoosDOI/SgR13SZUDcI/AAAAAAAAASc/9FEH2CNOacs/s1600-h/OgAAAByT6YMZr7o2kNUNbyTstwf3QkaFGXOfe6X-Uw9uta-WBvVyJhLu_TcVu7PgvLZ0l4bB7urbgtdz3yBm0XPOb14Am1T1UNXHuaz6A5i-QfWTQSzyP8OPpB8K.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5333517451404774850" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 240px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_nUIDKoosDOI/SgR13SZUDcI/AAAAAAAAASc/9FEH2CNOacs/s320/OgAAAByT6YMZr7o2kNUNbyTstwf3QkaFGXOfe6X-Uw9uta-WBvVyJhLu_TcVu7PgvLZ0l4bB7urbgtdz3yBm0XPOb14Am1T1UNXHuaz6A5i-QfWTQSzyP8OPpB8K.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Como toda banda independente, a Ad Finem está enveredando pelo ciberespaço para a divulgação. Além da comunidade no Orkut (www.orkut.com.br/Main#Community.aspx?cmm=37495159), há um perfil no site Myspace (www.myspace.com/adfinemm) com informações sobre a banda e a disponibilização das duas primeiras músicas de trabalho – “Asas de cera” e “Coração e pedra”. “Por a Internet ter grande dimensão, ganhar espaço é um pouco difícil, mas não impossível. E nós estamos preparados”, diz o vocalista.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;A Ad Finem originou-se em meados da década de 1990 no distrito de Negras, município de Itaíba, Agreste do Estado. Primeiramente nomeada de “Legião Rural”, já conotando e delimitando o âmbito de atuação musical, a banda tocava músicas de artistas conhecidos, a exemplo de Legião Urbana, Engenheiros do Hawaii e RPM. Com o passar dos anos e o entra-e-sai de membros, a banda amadureceu, ganhou composições próprias e teve o nome mudado para Ad Finem – expressão latina que significa “até o fim”. Na atual formação estão os pernambucanos Saulo Augusto, JJ, Walisse Vermelho, Kleber Ramos, Zé Soares e Jael Vieira, respectivamente: guitarras, guitarra-base, violão e letras, baixo, teclado, bateria e vocal.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#336666;"&gt;- &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;A Ad Finem agradece ao jornalista Mario Flávio Lima, que possibilitou este feito.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5293476691085386887-2577140835961250638?l=musicaporumbrasileiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://musicaporumbrasileiro.blogspot.com/feeds/2577140835961250638/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://musicaporumbrasileiro.blogspot.com/2009/05/banda-ad-finem-prepara-album-inedito.html#comment-form' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5293476691085386887/posts/default/2577140835961250638'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5293476691085386887/posts/default/2577140835961250638'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://musicaporumbrasileiro.blogspot.com/2009/05/banda-ad-finem-prepara-album-inedito.html' title='BANDA &quot;AD FINEM&quot; PREPARA ÁLBUM INÉDITO'/><author><name>Jael Soares</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07545391994711059095</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_nUIDKoosDOI/Sq8VsXOZZAI/AAAAAAAAAUU/cMy1fMKZbwA/S220/Eu+(426).jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_nUIDKoosDOI/SgR2R4G_09I/AAAAAAAAASk/F52H9O5TNmw/s72-c/OgAAAK__3NCExk9X32uw1K5JnvTsdM-e2bGxQh0pjfdwdWA3UL0VKaW5ohNnWjzhFk4b4HmJrRxtY-yOcDwkc_dzXm8Am1T1UOz-a1dN13YLj-iArqAH2ZK4u1_Y.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5293476691085386887.post-1421152709238618058</id><published>2009-03-15T23:42:00.000-03:00</published><updated>2009-03-16T01:07:26.253-03:00</updated><title type='text'>MÚSICAS ANTI-PEDOFILIA</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Toca uma música ao fundo proveniente de um DVD. É uma daquelas músicas engraçadinhas cheias de duplo sentido ou de sentido (bem) direto. Você está bebendo seu chope e aparece uma figura feminina com roupas curtas: o que seria uma camiseta é uma faixa cobrindo os seios; o que seria uma calça é uma tirinha de pano que cobre a genitália. Ela rebola, sacode o busto, dança, contorce-se, faz gestos sensuais: segue o que diz a letra da música; imita as dançarinas que aparecem no vídeo. Ambas as imagens, a real e a virtual, são excitantes, não? O ambiente transborda lascívia indubitavelmente. Mas atine: à sua frente está sua filha de dez anos de idade... Você se pergunta: sou pedófilo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desligue o DVD por um instante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pergunte-se: sexo só se pratica com humanos após a puberdade? Por que crianças não podem também fazê-lo? Em algumas sociedades, isto pode acontecer. A sociedade ocidental diz que isto é um erro, pois as crianças não têm porte corporal nem genético, nem tampouco psicológico, para tal ação. Mas as crianças também escutam aquelas músicas que incitam ao sexo. E vão além: as meninas se moldam ao estilo de se vestir e de ser das dançarinas (leia-se “adornos de palcos”) que acompanham os músicos; os meninos tornam-se, desde cedo, influenciado pelas letras, predadores de objetos sexuais... De novo acordando à sociedade ocidental, esses são comportamentos para crianças? Não. E onde é que está a Xuxa para cantar para estas crianças? Você provavelmente riu desta pergunta. E a resposta para ela é o seu riso. O riso precedido de uma corriqueira afirmação: Xuxa é para crianças. Estranho, não? Não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_nUIDKoosDOI/Sb3BH5CfRlI/AAAAAAAAAQ0/4Y9IBtuc6jg/s1600-h/M%C3%BAsicas+anti-pedofilia.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5313615476681557586" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 164px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_nUIDKoosDOI/Sb3BH5CfRlI/AAAAAAAAAQ0/4Y9IBtuc6jg/s320/M%C3%BAsicas+anti-pedofilia.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Há algum tempo, crianças tinham até 15 anos. Há menos tempo, crianças tinham até 12 ou 13 anos. Há alguns anos, crianças têm até 10 anos. Após esta idade, são adolescentes, são jovens, são adultos, são quaisquer coisas, mas não são crianças; não escutam jamais(!) as músicas da Xuxa. Para os pedófilos, crianças são assim mesmo. Estudiosos de psicologia dizem que existem principalmente dois tipos de pedófilo: o que pensa que é criança e o que gosta de crianças por medo de se relacionar com adultos. Para estes, as crianças têm de nove anos abaixo; acima dessa faixa etária não são crianças. Antigamente poderia ser, mas para hoje estão muito adultas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora veja: isso é bom ou ruim? Quer dizer que as pessoas a partir de 10 anos de idade estão livres dos pedófilos? Não sei dizer precisamente, porque o prazer sexual varia de acordo com a vivência social e pessoal. Mas, no todo dos casos conhecidos, a resposta é sim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Destarte, continue a escutar e ver o DVD da banda Saia Rodada. Quando ele terminar de rodar, prossiga com os DVD’s das bandas Aviões do Forró, Psirico, Calcinha Preta, Trem Bala, MC Créu e similares. Não se esqueça de mostrar à sua filha quão boas são essas músicas e insista para ela gostar. Ela já deve ter começado a sentir pequeninas fagulhas da puberdade, começado a se apaixonar, ter quisto sair de casa sozinha e, logo, precisa se mostrar uma mulher crescida com o modo de pensar, o gosto musical, o modo de se vestir e de agir, tudo concernente a esta fase. Assim, você não precisa temer que pedófilos aliciem-na e abusem-na. Como sei que dará certo, indique esta educação aos amigos e familiares; precisamos acabar com a pedofilia de uma maneira mais prática, não é? Outra coisa: combata quem quer impor a faixa indicativa de idade às músicas, como fizeram aos filmes pornôs – isto só desfará o nosso plano. No fim da pedofilia, você dirá: eu ajudei a acabar com este crime.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah! Sobre a pergunta feita no início (“sou pedófilo?”), não tenha dúvidas: você não é. Sua filha não é mais criança (repare nos trajes e nos gestuais com os quais ela dançava). Contudo espere: não tenha relações amorosas com ela. Muito cuidado, pois a sociedade ocidental diz: incesto é crime.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PS.: eu tenho pena dos pedófilos. Não apenas por isto ser como uma doença, mas, sobretudo, porque no futuro eles não terão mais criancinhas para se apaixonar e ter prazer. Não ter paixão e prazer é o fim do mundo.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5293476691085386887-1421152709238618058?l=musicaporumbrasileiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://musicaporumbrasileiro.blogspot.com/feeds/1421152709238618058/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://musicaporumbrasileiro.blogspot.com/2009/03/musicas-anti-pedofilia.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5293476691085386887/posts/default/1421152709238618058'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5293476691085386887/posts/default/1421152709238618058'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://musicaporumbrasileiro.blogspot.com/2009/03/musicas-anti-pedofilia.html' title='MÚSICAS ANTI-PEDOFILIA'/><author><name>Jael Soares</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07545391994711059095</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_nUIDKoosDOI/Sq8VsXOZZAI/AAAAAAAAAUU/cMy1fMKZbwA/S220/Eu+(426).jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_nUIDKoosDOI/Sb3BH5CfRlI/AAAAAAAAAQ0/4Y9IBtuc6jg/s72-c/M%C3%BAsicas+anti-pedofilia.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5293476691085386887.post-3633958015176615429</id><published>2009-02-23T01:26:00.000-03:00</published><updated>2009-02-23T01:50:43.469-03:00</updated><title type='text'>GOSTO SE DISCUTE</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;O ditado que se repete muito no âmbito musical, como em tantos outros, é “gosto não se discute”. Por vezes ainda é completado com “mas se lamenta”. Entretanto, o que mais se faz é discutir (e lamentar também) o gosto musical dos outros e isto não é nem um pouco ruim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem se contrapõe, explica que não se deve discutir o gosto dos outros, com o velho blablablá de sempre: cada ser é único e tem gostos singulares. Até aqui se pode dizer que realmente cada um tem gosto diferente mesmo, contudo, as pessoas não podem saber quais são seus gostos isoladas do mundo; há sempre um fator externo em sobreposição ao interno que as moldarão. Não se nasce; não se veste de forma padronizada com saias e calças; não se assiste a um filme; não se fala; não se gosta de determinados tipos de música; não se faz praticamente nada apenas por querer. Quando se nasce, há um mundo completamente sistematizado que dirá todas as regras e apresentará todos os tipos de opções a serem escolhidas; o ser humano somente “escolherá”. E essa “escolha”, porém, não será apenas porque ele gostou – assim, sem mais explicações -; acima de tudo, será por conta da vivência entre os outros humanos que a diferença será feita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_nUIDKoosDOI/SaIq_kNj65I/AAAAAAAAAQU/I9r2mQzcoOY/s1600-h/gosto+se+discute.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5305850582536547218" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 283px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_nUIDKoosDOI/SaIq_kNj65I/AAAAAAAAAQU/I9r2mQzcoOY/s320/gosto+se+discute.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;A palavra escolha incidiu entre aspas anteriormente porque, segundo o contista Jorge Luís Borges, “a porta é quem escolhe”. As portas existem e o ser apenas será guiado a ela por espécies de simpatizantes delas. Se ele foi condicionado a viver numa sociedade onde a música boa é aquela que tem uma letra de acordo com a ética e a moral vigente, provavelmente não se interessará pelas que fogem a isto. O chocalho dos índios, por exemplo, já existia para ser usado em rituais, mas, à chegada dos europeus, fundiu-se a alguns tipos de música; e estes instrumentos não são, então, mais os de antes, não comportam mais as importâncias dadas anteriormente. São novas portas que influenciaram os outros também, mas que, para tanto, precisaram das primeiras. Aos que se rebelam contra o sistema, o mesmo acontece: eles tiveram algum contato com algo que os influenciou e reinventaram as coisas que aprenderam, criando novas portas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A imposição para que se entre numa porta, ao invés do sutil encaminhamento a ela, pode funcionar a contragosto do submisso, porém também provoca um choque entre novos conceitos e os conceitos dantes adotados pelo indivíduo, podendo este até criar uma nova porta. Exemplo disto é a severa imposição feita principalmente a partir do AI-5 na época da ditadura militar, a qual proibia, dentre outras coisas, as manifestações artísticas avessas ao governo. Isto ocasionou um crescente número de músicas subjetivas, indiretas e com muitas figuras linguagens.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As discussões sobre viver como os outros ou viver diferentemente; ou, ainda, ouvir o que todo mundo ouve ou ouvir coisas diferentes é um modo de sutil encaminhamento a uma porta. Segundo um dos considerados pais da dialética, Sócrates, existem a tese, a antítese e síntese: a primeira é um conceito, a segunda é a contraposição a este conceito e a terceira é o resultado desse diálogo. A dialética é de extrema importância à revisão dos conceitos e preconceitos para que se chegue a uma conclusão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando for falar de gosto musical, portanto, dialogue civilizadamente e mostre seus pontos de vistas. Se não der certo, lamente, mas não imponha. Já imaginou se dessa imposição sai um mistura com letras de Funk carioca em música erudita? Aí se lamentará mais ainda.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5293476691085386887-3633958015176615429?l=musicaporumbrasileiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://musicaporumbrasileiro.blogspot.com/feeds/3633958015176615429/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://musicaporumbrasileiro.blogspot.com/2009/02/gosto-se-discute.html#comment-form' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5293476691085386887/posts/default/3633958015176615429'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5293476691085386887/posts/default/3633958015176615429'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://musicaporumbrasileiro.blogspot.com/2009/02/gosto-se-discute.html' title='GOSTO SE DISCUTE'/><author><name>Jael Soares</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07545391994711059095</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_nUIDKoosDOI/Sq8VsXOZZAI/AAAAAAAAAUU/cMy1fMKZbwA/S220/Eu+(426).jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_nUIDKoosDOI/SaIq_kNj65I/AAAAAAAAAQU/I9r2mQzcoOY/s72-c/gosto+se+discute.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5293476691085386887.post-7571299633731002958</id><published>2009-01-19T03:35:00.000-03:00</published><updated>2009-01-19T04:05:18.827-03:00</updated><title type='text'>O PROBLEMA DA NÃO-RESSIGNIFICAÇÃO</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt; &lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_nUIDKoosDOI/SXQl3MA0oUI/AAAAAAAAAO8/9Hnd00HgH4Y/s1600-h/untitled.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5292897092114882882" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 296px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_nUIDKoosDOI/SXQl3MA0oUI/AAAAAAAAAO8/9Hnd00HgH4Y/s320/untitled.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;A música deve se renovar de acordo com as mudanças socio-temporais e é por conta disto que podemos analisar as sociedades e os tempos através das músicas que os homens produziram/ produzem. Contudo, há que teime - por saudosismo ou “para não deixar a cultura morrer” - em fazer músicas como eram feitas dantes (com mesmos temas, principalmente) e isto acarreta numa visão falsa da sociedade aos olhos de quem está fora desta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para o começo, os saudosistas devem ser respeitados, mas não levados tão a sério. É evidente que alguns gêneros e estilos musicais do passado eram – de longe - mais bem produzidos, mais bem escritos, mais éticos, mais preocupados com os ouvidos dos consumidores, mas os que estão “errados” não são os atuais desses, e, sim, a sociedade, logo que é esta quem dinamiza a cultura - sim, a cultura não é estática, não se deixa prender, por mais que alguns civis e o governo tentem fazer o contrário. Trazer de volta o passado, utilizando aspectos tradicionais menos temporais, como a estética da poesia, os instrumentos, o modo de cantar, nisto há de se concordar com os saudosistas, mas os assuntos abordados nas músicas necessitam ser diversos dos do passado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A cultura não morre, modifica-se de acordo com intervenções interiores e exteriores a ela. Tentar prendê-la é um absurdo, já que não se pode controlar as mentes e as manifestações de uma sociedade nem mesmo em governos ditatoriais. Um exemplo de como a cultura muda, pode ser o próprio Forró. Ele, originalmente, veio de músicas portuguesas, como o Fado, e se adequou aos ânimos nordestinos e transformou-se em outro gênero musical. Hoje, ele tem várias vertentes e algumas transgressões – estas que já se tornaram (aparentemente) como uma espécie de outro gênero seguidor de modas (como o chamado Forró Estilizado).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pegue-se uma vertente do Forró, o chamado Forró Pé-de-serra, para atentar ao caso da não-ressignificação. Saudosistas insistem em continuar a retratar, em suas músicas, um Nordeste árido, onde há muita gente passando fome, onde há a seca, onde a tecnologia não chegou, de onde é preciso emigrar... Aos olhos de pessoas que moram em outras regiões do país, o Nordeste só tem miséria. Contudo, há o contrário: a região Nordeste, bem como o resto do país, a grosso modo, já saiu da linha da pobreza há um bom tempo e é uma das regiões que mais cresce no Brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É claro que aquilo que é chamado de Forró hoje, em parte, não o é, fazendo com que se alteie o Forró e suas vertentes antepassados, mas enquanto estes continuarem sem ressignificação, sem contextualização de acordo com a sociedade atual, continuarão mal interpretados e mal recebidos, logo que não representam mais o cotidiano do nordestino atual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há, porém, estilos e gêneros que não necessitaram de ressignificação – ou pelo menos não de tanta -, como o caso do Rock Popular dos anos 80, que – em relação ao dos anos 50 - é tão aclamado ainda hoje, pois, apesar de não ressignificado, trata de assuntos ainda no contexto social da atualidade. Já o Funk, provavelmente, tem mais sucesso no Rio de Janeiro que a Bossa Nova por conter mais aspectos musicais agitados e temas que giram em torno da sexualidade, o qual está mais valorizado hoje do que a delicadeza e a quietude desta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ressignificar, então, não é deturpar gêneros ou estilos – a menos que se queira fazer novos destes – nem tampouco abandonar no passado ou em museus, as belas músicas de nossa cultura. Ressignificar é adequar-se à atualidade em se tratando dos assuntos a serem abordados nas músicas; é reverenciar os mestres e suas obras e seguir, acima de tudo, a maestria contextual deles.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5293476691085386887-7571299633731002958?l=musicaporumbrasileiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://musicaporumbrasileiro.blogspot.com/feeds/7571299633731002958/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://musicaporumbrasileiro.blogspot.com/2009/01/o-problema-da-no-ressignificao.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5293476691085386887/posts/default/7571299633731002958'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5293476691085386887/posts/default/7571299633731002958'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://musicaporumbrasileiro.blogspot.com/2009/01/o-problema-da-no-ressignificao.html' title='O PROBLEMA DA NÃO-RESSIGNIFICAÇÃO'/><author><name>Jael Soares</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07545391994711059095</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_nUIDKoosDOI/Sq8VsXOZZAI/AAAAAAAAAUU/cMy1fMKZbwA/S220/Eu+(426).jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_nUIDKoosDOI/SXQl3MA0oUI/AAAAAAAAAO8/9Hnd00HgH4Y/s72-c/untitled.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5293476691085386887.post-2475611818180679948</id><published>2009-01-05T01:45:00.000-03:00</published><updated>2009-01-05T02:42:20.369-03:00</updated><title type='text'>MÚSICA COMERCIAL E MÚSICA CULTURAL</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Um novo modo de ouvir&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há um extenso e antigo discurso sobre o que é e o que não é a música industrial ou comercial. Alguns defendem que esta, fruto da indústria cultural, é aquela que está no mercado fonográfico para somente vender, ou seja: não há nenhuma intenção de instigar, ao menos, o consumidor a interpretar a melodia ou a letra da música. Outros, em contrapartida, dizem que a música industrial também pode ter aspectos como este.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Primeiramente, quebre-se um preconceito e estabeleçam-se uns parâmetros: não existe música não-cultural. Toda música, seja ela qual for, tem aspectos da cultura em que se insere para atender às expectativas da sociedade, portanto, todas as músicas são culturais. A cultura não condiz apenas com os movimentos artísticos; condiz também com a política civil ou parlamentar, com a saúde, com a sexualidade, com a moda, com o credo, com o psicológico, etc, e se esses e outros aspectos da sociedade estão contidos na música, esta é cultural. Abaixo segue uma nova maneira de ver a música comercial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parafraseando &lt;a href="http://es.wikipedia.org/wiki/N%C3%A9stor_Garc%C3%ADa_Canclini"&gt;Néstor García Canclini*&lt;/a&gt;, um produto só é &lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_nUIDKoosDOI/SWGcX-6J_bI/AAAAAAAAAOQ/PIKDSpZqlcQ/s1600-h/WM1930.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5287679373347519922" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 240px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_nUIDKoosDOI/SWGcX-6J_bI/AAAAAAAAAOQ/PIKDSpZqlcQ/s320/WM1930.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;referente a uma cultura se não perder sua significação original além da sociedade a que ele pertence – mas, caso haja uma ressignificação do produto interna à sociedade, ele ainda será um bem cultural. Um exemplo disto são os gêneros da música sertaneja: feitos por e para sertanejos, com letras que retratam a sociedade destes, se levados, vendidos ou fabricados fora do sertão não significarão nem terão os aspectos essenciais de tal tipo de música. Isto acaba por demonstrar o porquê de a música dita sertaneja atualmente ser tão diversa da original: à medida que ela foi tomando territórios além dos seus, foi sendo ressignificada para se adequar às outras regiões do país e perdeu a essência da origem, os padrões de sua cultura, ou seja: não é mais sertaneja, no sentido corriqueiro da palavra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez por conta disto, muitos dizem que a música sertaneja é puramente comercial. Todavia, não seria somente esta, uma música comercial. A Bossa Nova, do Rio de Janeiro, o Calipso, nascido no Rio Grande do Norte, o Jazz e o Rock, originários dos EUA, dentre tantos outros gêneros e estilos, podem comportar músicas comerciais. Se estas músicas forem vendidas fora de seu âmbito original, serão músicas meramente comerciais. Exemplificadamente, um CD de música indígena para qualquer pessoa fora da aldeia na qual o disco foi fabricado, não terá a mesma razão de existir, a mesma importância, o mesmo significado e os mesmos fins que terá para os índios. Para quaisquer outros, as músicas ritualísticas indígenas serão produtos comerciais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entretanto, caso o produto cultural saia de seu âmbito, ressignifique-se e se mantenha na cultura na qual foi inserida, passará a fazer parte desta – ocorrendo o processo chamado de aculturação. Evidentemente, reutilizando o exemplo da música sertaneja, esta não pode ser vista como música do sertão se fabricada por pessoas de áreas urbanas, mas não deixará de ser um produto cultural, já que então faz parte da cultura destas áreas. Além dos gêneros da música sertaneja, temos, no Brasil, o Rock, o Funk e o Forró, que são gêneros advindos de outros gêneros ou de outras regiões, mas que aqui foram ressignificados e fazem parte da cultura do país.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A música serve para ser admirada, causar reflexões, incitar à dança, à brincadeira, para fazer relaxar, realizar rituais, dentre outras bilhões de manifestações, contudo, ela não é pertencente a uma cultura por somente ter todas ou algumas características desta. Ela é assim quando ainda comporta em si a significação que a sociedade referiu a ela; caso contrário será um produto apenas ou produto comercial em outras culturas (se vendido) ou, ainda, será um produto ressignificado em outra sociedade (não pertencendo mais, pois, à cultura original).&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5293476691085386887-2475611818180679948?l=musicaporumbrasileiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://musicaporumbrasileiro.blogspot.com/feeds/2475611818180679948/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://musicaporumbrasileiro.blogspot.com/2009/01/msica-comercial-e-msica-cultural.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5293476691085386887/posts/default/2475611818180679948'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5293476691085386887/posts/default/2475611818180679948'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://musicaporumbrasileiro.blogspot.com/2009/01/msica-comercial-e-msica-cultural.html' title='MÚSICA COMERCIAL E MÚSICA CULTURAL'/><author><name>Jael Soares</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07545391994711059095</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_nUIDKoosDOI/Sq8VsXOZZAI/AAAAAAAAAUU/cMy1fMKZbwA/S220/Eu+(426).jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_nUIDKoosDOI/SWGcX-6J_bI/AAAAAAAAAOQ/PIKDSpZqlcQ/s72-c/WM1930.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5293476691085386887.post-8067839581669430580</id><published>2008-11-22T23:27:00.000-03:00</published><updated>2008-11-24T00:03:59.935-03:00</updated><title type='text'>A ARTE DO EGO PARA EGOS</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_nUIDKoosDOI/SSjOT_wjgHI/AAAAAAAAALo/zSKpHK92-Rc/s1600-h/A+arte+do+ego+para+egos.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5271690206765088882" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 305px; CURSOR: hand; HEIGHT: 317px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_nUIDKoosDOI/SSjOT_wjgHI/AAAAAAAAALo/zSKpHK92-Rc/s320/A+arte+do+ego+para+egos.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Em todas as músicas há subjetividade – tanto por parte de quem as faz, quanto de quem as ouve -, mesmo ela sendo mais direta e objetiva possível. Essa subjetividade diz respeito ao valor que cada pessoa atribui à letra; a cada interpretação que ela pode ter. Tudo depende, principalmente, do tempo, do espaço, da bagagem histórico-cultural, da subjetividade, da intenção, da melodia, dos aspectos gramaticais da letra, do ponto de vista do produtor e do consumidor dela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na letra da música “Metal contra as nuvens”, da banda Legião Urbana, retrata-se um ambiente claro do feudalismo e da revolta contra este estilo de organização:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Não sou escravo de ninguém - ninguém senhor do meu domínio. Sei o que devo defender e, por valor, eu sei e temo o que agora se desfaz. Viajamos sete léguas por entre abismos e florestas. Por Deus, nunca me vi tão só! A própria fé é o que destrói. Estes são dias desleais...&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Analisando-na à época em que ela foi publicada (começo da década de 90), assimilando o feudalismo, mas indo mais além dele, averigua-se que ela, de maneira figurada, trata do caso do então presidente Collor de Melo e seu impeachment. O escravo da música é o povo brasileiro que, como no feudalismo medieval da Europa, “entregou” seu ouro ao senhor feudal, o “senhor do domínio”. Collor de Melo foi o primeiro presidente eleito com o voto direto e sua posse conotava um pulo do “Idade Média” ao “Século das Luzes”, contudo, ele confiscou os bens dos brasileiros - “a fé que destruiu”. Hoje esta letra, se não analisada com os olhos da época em que se lançou, é mais uma música bem bolada de Renato Russo falando sobre a Idade Média. Se analisada fora do espaço brasileiro – na Europa mesmo, por exemplo -, sem ser contextualizada, também será vista sob este prisma. E a intenção era esta, provavelmente: a linguagem figurada retoma à “Idade Média” brasileira; retoma a ditadura, quando as músicas eram repletas de linguagem figurada para passar pela censura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em outras músicas, recorre-se ao currículo de composições ou as características pessoais do compositor para compreendê-las. Tome-se a música “Fotografia”, de Tom Jobim. A letra fala de um encontro entre duas pessoas em um terraço de um bar, porém, não deixa claro se são amigos ou amigas, namorados, amantes ou o que quer que seja – mesmo falando em beijos. Analisando os aspectos da obra e do criador da Bossa Nova, pode-se concluir que a letra fala de um encontro amoroso que termina com “aquele beijo”. Contudo, como já foi dito, nada está claro e pode-se entendê-la de qualquer modo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outras músicas também necessitam dessa pesquisa de composições produzidas e das características do compositor, contudo, não ajudam tanto. Fique-se ainda com Tom Jobim e, agora, com Vinícius de Moraes e a música “Garota de Ipanema”. Nela há um trecho que diz: “seu balançado é mais que um poema”, mas, qual seria o tipo do poema? Seria concretista? Romântico? Moderno? Levando em consideração que Jobim compunha muitos sonetos ao lado de Vinícius de Moraes, pode-se dizer que o rebolado da garota era rijo, mas se “soltava” ao caminhar (como um soneto, que começa com dois quartetos e termina com dois tercetos)? Ou seria por que era belo como a disponibilização de rimas do poema? Ou seria, ainda, pela beleza que é o poema em si? Fica difícil de dizer. Só perguntando aos próprios Jobim ou Vinícius que, infelizmente, faleceram.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tem-se também a análise da letra a partir da junção dela com a melodia. Geralmente, letras tristes pedem melodias tristes; letras alegres, melodias alegres; letras provocantes, melodias provocantes... Porém, se a música for composta por uma letra triste e uma melodia alegre ou uma melodia triste e uma letra alegre? Há que se desconfiar de algo, não é mesmo? Consegue-se pensar, por exemplo, em relação a ambas, que pode se tratar de uma mensagem humorística.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No aspecto gramatical da letra, podem-se também ter interpretações diferentes. É esquisito, mas podem. Dependendo da forma como as frases podem ser pontuadas, por exemplo, o sentido da letra muda. Na frase “um homem também chora, menina morena, também deseja colo, palavras amenas” da música “Um homem também chora” de Gonzaguinha, colocando um ponto final depois de “chora” e retirando a vírgula depois de “menina morena”, esta deixa de ser um vocativo para realizar a ação de desejar um colo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Música é uma arte subjetiva, como se pode ver, mas há pessoas que exageram e “viajam” demais. Há quem diga, por exemplo, que a maioria das músicas de Chico Buarque é sobre a ditadura; que as músicas de Renato Russo sempre contêm apologias à homossexualidade; que as músicas da Xuxa são demoníacas... Não se pode afirmar que não são assim, todavia, não se pode extrapolar as coisas: como se viu com a música “Metal contra as nuvens”, o que pode ser óbvio nem sempre o é; há que se analisar bem para ter um veredicto “final” ou, ao menos, pessoal. O “Ilariê” da Xuxa pode ser uma palavra que evoca demônios, contudo, também pode ser mais uma palavra inventada para imitar os grunhidos dos baixinhos ou mesmo um produto musical “pegajoso”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa diversidade de interpretações acaba distorcendo o que o compositor quis passar, no entanto, isso não é ruim de todo. Evidentemente, ao analisar uma letra, não pode deixar de contextualizá-la à história, à cultura, à subjetividade, etc do compositor dela, entretanto, o consumidor não pode deixar de contextualizá-la a esses mesmos aspectos que também fazem parte dele. É complicada toda essa história, todavia, é por isso que música é fascinante: ela concretiza o que o compositor quer e liberta, ao mesmo tempo, quem a ouve.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5293476691085386887-8067839581669430580?l=musicaporumbrasileiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://musicaporumbrasileiro.blogspot.com/feeds/8067839581669430580/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://musicaporumbrasileiro.blogspot.com/2008/11/arte-do-ego-para-egos.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5293476691085386887/posts/default/8067839581669430580'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5293476691085386887/posts/default/8067839581669430580'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://musicaporumbrasileiro.blogspot.com/2008/11/arte-do-ego-para-egos.html' title='A ARTE DO EGO PARA EGOS'/><author><name>Jael Soares</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07545391994711059095</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_nUIDKoosDOI/Sq8VsXOZZAI/AAAAAAAAAUU/cMy1fMKZbwA/S220/Eu+(426).jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_nUIDKoosDOI/SSjOT_wjgHI/AAAAAAAAALo/zSKpHK92-Rc/s72-c/A+arte+do+ego+para+egos.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5293476691085386887.post-7626331400808484326</id><published>2008-11-10T01:38:00.000-03:00</published><updated>2008-11-10T02:00:23.888-03:00</updated><title type='text'>GÊNEROS MUSICAIS SÃO NECESSÁRIOS</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_nUIDKoosDOI/SRe_ArR8TQI/AAAAAAAAALY/hhBzOv-Em3U/s1600-h/Sem+t%C3%ADtulo.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5266888307571969282" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 208px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_nUIDKoosDOI/SRe_ArR8TQI/AAAAAAAAALY/hhBzOv-Em3U/s320/Sem+t%C3%ADtulo.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Todas ou a maioria das músicas se encaixam dentro de um gênero musical ou cria ou recria outro. Os gêneros servem para delimitar o que cada música deve fazer para pertencer a ele e, em casos, para delimitar o perfil das pessoas que farão e escutarão essas músicas. Há quem defenda a abolição dos gêneros; particularmente, eles são necessários.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É um lugar-comum dar o seguinte exemplo, mas, esclarece bem: gêneros são como as pessoas - existem brancas, negras, mamelucas, índias, mestiças, etc. Todas as etnias existem por um motivo genético e/ ou ambiental e suas existências são necessárias para de certa forma, dentre tantas coisas, equilibrarem-se e mesclarem-se. Com os gêneros acontece da mesma forma. A diversidade genérica deve existir para que as pessoas escolham suas preferências ou mesclem gêneros para comportar seus desejos ou necessidades musicais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nas etnias, não se pode definir que uma é melhor que a outra apenas pela aparência delas, nem tampouco por seus ideais – pois ideais são mutáveis e cada pessoa tem modos de pensar e agir referentes apenas à sociedade ou o grupo social em que está encaixada. Da mesma forma, cada gênero é “pintado” de uma forma e é esta pintura que o faz um gênero; as idéias pregadas nas músicas ou defendidas por artistas desses gêneros são de momento, são mutáveis e não conseguem defini-lo. O que caracteriza, por exemplo, o Samba e o Forró é o compasso musical que incita à dança; o gênero Rock é a melodia de sons pesados; o Lírico e o Gregoriano é pelo modo de se cantar. Há também definições por instrumentos, que são o caso do Forró (sanfona, zabumba e triângulo), do Rock (guitarra, bateria, baixo), de alguns gêneros latinos dos Andes (instrumentos de sopro), da música clássica em geral (violino, violoncelo, piano)... Nenhum deles deve se sustentar por idéias, caso contrário, “implodir-se-á”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um exemplo disto é o Rock: começou na década de 50 com músicas para adolescentes frenéticas; no final dos anos 50 para os 60, tornou-se uma mescla do “iê-iê-iê” adolescente com algumas críticas à sociedade; nos anos que se seguiram, o senso crítico foi mais valorizado pelos roqueiros e foi defendido como o fator que define este gênero - isto até antes do fim dos anos 80. Todavia, tomando o exemplo do Rock brasileiro, após o impeachment do presidente Collor de Melo e a instauração de certa estabilidade no país, o Rock nacional começou a se preocupar com assuntos ditos menos críticos. Quem se baseou ou se baseia no Rock do senso crítico, hoje diz que este perdeu a ideologia e o sentido da existência. Contudo, atentou-se para o fato de que os instrumentos ainda são os mesmos desde Elvis Presley?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como exemplo de um gênero que está perdendo o formato, tem-se o Forró. Com muitas facções dentro do gênero, ao contrário do Rock, o Forró está perdendo aquilo que o compõe. Como não há estilo de cantar definido, nem outro fator que o defira, resta-lhe a zabumba, o triângulo, a sanfona e o compasso musical para defini-lo, mas, estes estão sendo substituídos ou ofuscados por outros, fazendo com que o verdadeiro Forró não prossiga. A proliferação de bandas do chamado Forró Estilizado está causando a morte da essência do Forró de verdade. Creio que esses miolos-moles, integrantes dessas bandas, preferem utilizar um gênero conhecido mundialmente para tornarem-se famosos a admitirem que inventaram um gênero novo. Entretanto, até a admissão do Forró Estilizado como gênero é, ao menos, um equívoco: nas bandas desse “negócio”, usam os instrumentos musicais, aspectos de gêneros, danças e tudo mais que estiver na moda; ou seja, nada que os caracterize.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Evidentemente, assim como mesclar etnias é importante para a diversidade populacional e, de certo modo, a diminuição do preconceito, mesclar aspectos de gêneros musicais é importante para o aumento da diversidade cultural de um povo e a diminuição do preconceito musical. Todavia, há que se definir algo que defira de verdade o novo gênero para que os artistas se encaixem e encaixem suas músicas nele.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5293476691085386887-7626331400808484326?l=musicaporumbrasileiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://musicaporumbrasileiro.blogspot.com/feeds/7626331400808484326/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://musicaporumbrasileiro.blogspot.com/2008/11/gneros-musicais-so-necessrios.html#comment-form' title='10 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5293476691085386887/posts/default/7626331400808484326'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5293476691085386887/posts/default/7626331400808484326'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://musicaporumbrasileiro.blogspot.com/2008/11/gneros-musicais-so-necessrios.html' title='GÊNEROS MUSICAIS SÃO NECESSÁRIOS'/><author><name>Jael Soares</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07545391994711059095</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_nUIDKoosDOI/Sq8VsXOZZAI/AAAAAAAAAUU/cMy1fMKZbwA/S220/Eu+(426).jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_nUIDKoosDOI/SRe_ArR8TQI/AAAAAAAAALY/hhBzOv-Em3U/s72-c/Sem+t%C3%ADtulo.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>10</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5293476691085386887.post-3466120539738910204</id><published>2008-10-27T01:20:00.000-03:00</published><updated>2009-01-26T14:22:39.099-03:00</updated><title type='text'>INTERPRETE OS "INTÉRPRETES"</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;p align="justify"&gt;Um cantor ou uma cantora intérprete, como a denominação já diz, interpreta a música: fica triste, feliz, com angústia, com tédio, com cansaço; enfim, atua ao cantar. E a atuação não acontece apenas pelo modo de cantar as palavras, mas, mais ainda, pela postura que o artista toma em apresentações em público.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deste modo, o artista está vulnerável, pois não pode se esconder por trás de aparelhos sonoros e, logo, não pode se ater a apenas interpretações vocais. Em áudios gravados em estúdio, pode-se perceber que o artista é um intérprete pelo modo de ele cantar a letra da música, como já foi dito, mas averigua-se mais veemente com o modo como se porta em público e transmite a mensagem da música para este público. Tome-se como exemplo duas versões para a música “Atrás da porta” de Francis Himme e Chico Buarque nas vozes de Elis Regina e Sandy Lima. Esta canta a música afinadamente, mas não atua de acordo com a letra da música; como uma mulher que acabou de ser rejeitada. Entretanto, aquela, além de afinada, descabela-se, fica triste e ofegante, altera-se, em momentos treme a voz (o que dá para se entender por causa da interpretação), enfim, impõe os sentimentos à voz e ao corpo. Pode-se até chorar com a música na voz de Sandy e nem ligar para a interpretação e voz de Elis, mas esta é a interprete entre as duas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sandy Lima:&lt;br /&gt;&lt;object width="340" height="285"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/G0RTMh8QjZ4&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;color1=0x234900&amp;color2=0x4e9e00&amp;border=1"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/G0RTMh8QjZ4&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;color1=0x234900&amp;color2=0x4e9e00&amp;border=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="340" height="285"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Elis Regina:&lt;br /&gt;&lt;object width="340" height="285"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/35FPZR24djg&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;color1=0x234900&amp;color2=0x4e9e00&amp;border=1"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/35FPZR24djg&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;color1=0x234900&amp;color2=0x4e9e00&amp;border=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="340" height="285"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há também uma confusão com novos arranjos. Você pode pensar que, porque o artista refez o arranjo de uma música e cantou-a diferentemente da versão original, já é um intérprete, porém, apesar de poder fazer parte de uma nova interpretação, a mudança do arranjo musical não representará nada se o artista não souber interpretar o texto da música. O modo como Sandy cantou no outro vídeo não se caracteriza como uma versão, já que a mesma cantou como no arranjo de Elis, porém, nos exemplos abaixo, têm-se duas versões e interpretações para ilustrar: uma de Belchior e a outra de, novamente, Elis Regina para a música “Como nossos pais”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Belchior (versão original):&lt;br /&gt;&lt;object width="340" height="285"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/s6eXcFUbDy8&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;color1=0x234900&amp;color2=0x4e9e00&amp;border=1"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/s6eXcFUbDy8&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;color1=0x234900&amp;color2=0x4e9e00&amp;border=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="340" height="285"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Elis Regina:&lt;br /&gt;&lt;object width="340" height="285"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/2qqN4cEpPCw&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;color1=0x234900&amp;color2=0x4e9e00&amp;border=1"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/2qqN4cEpPCw&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;color1=0x234900&amp;color2=0x4e9e00&amp;border=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="340" height="285"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outra confusão bastante comum acontece quando se diz que uma pessoa de voz forte e/ ou maleável é uma intérprete. Ana Carolina é um modelo disto: ela pode interpretar algumas músicas ou pode parecer que interpreta ao apenas ser ouvida, mas, por exemplo, em apresentações ao vivo, ela abre um sorriso aberto quando necessita de semblante triste. Outra coisa que, momentaneamente, ajuda-a a parecer uma intérprete é que muitas músicas de Ana são bem íntimas dela e isso a deixa livre para pôr emoção, mas isto não é, essencialmente, ser uma intérprete; uma intérprete faz de qualquer história a sua.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Portanto, discernir o que é apenas afinação, um rostinho bonito, uma pessoa vestida com roupas que lembram o Brasil ou com cores que lembram-no, ou um considerado intérprete musical por meio de formadores de opinião é saber interpretar os (ditos) “interpretes”...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5293476691085386887-3466120539738910204?l=musicaporumbrasileiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://musicaporumbrasileiro.blogspot.com/feeds/3466120539738910204/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://musicaporumbrasileiro.blogspot.com/2008/10/interprete-os-intrpretes.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5293476691085386887/posts/default/3466120539738910204'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5293476691085386887/posts/default/3466120539738910204'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://musicaporumbrasileiro.blogspot.com/2008/10/interprete-os-intrpretes.html' title='INTERPRETE OS &quot;INTÉRPRETES&quot;'/><author><name>Jael Soares</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07545391994711059095</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_nUIDKoosDOI/Sq8VsXOZZAI/AAAAAAAAAUU/cMy1fMKZbwA/S220/Eu+(426).jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5293476691085386887.post-4886851033874196421</id><published>2008-10-20T02:17:00.000-03:00</published><updated>2008-11-23T00:37:16.090-03:00</updated><title type='text'>MPB - MÚSICA POR BRASILEIROS</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_nUIDKoosDOI/SPwZBVRfD8I/AAAAAAAAAK4/6MGJRROH2pw/s1600-h/tom0703pb.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5259105975542943682" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_nUIDKoosDOI/SPwZBVRfD8I/AAAAAAAAAK4/6MGJRROH2pw/s320/tom0703pb.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; A mpb, música popular brasileira, não determina um gênero, ela engloba toda e qualquer manifestação musical brasileira popular (ou seja, não-erudita); é uma nomenclatura para diferenciar a música do povo brasileiro das dos outros povos. Entretanto, não é bem assim que se fixou nas cabeças dos brasileiros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando se fala em “emepebê”, logo vem à mente Tom Jobim, Elis Regina, Caetano Veloso, Milton Nascimento, Vanessa da Mata, Marisa Monte, Chico Buarque e Maria Rita, por exemplo. Eles, na maioria das vezes, são maduros musicalmente, são especializados em gêneros “elitistas” (diga-se de passagem), são aclamados pela mídia e pelos fãs por determinados fatores, sejam quais forem, e, talvez por isso, têm suas músicas na “lista” da música popular brasileira. Mas, será que a tal emepebê se resume a artistas destes garbos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa longa estória de mpb como sendo um gênero que poucos participam e que quase ninguém sabe definir não é de hoje. Desde que a sigla foi inventada (mais ou menos na década de 60, com a criação do grupo vocal MPB-4), o uso dela é feito para defender o nacionalismo brasileiro e tudo o que viria de fora seria uma coisa não-brasileira. Mas aí é que está o problema: como ser genuinamente brasileiro? O Forró é fruto de músicas portuguesas, a Bossa-nova é fruto do Jazz com o Samba, alguns gêneros sulistas são provenientes de gêneros alemães; o violão e a sanfona vieram da Europa, o pandeiro, de instrumentos africanos, etc... Por conseguinte, não há embasamento neste amor à pátria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Brasil é repleto de artistas de gêneros musicais como o Samba, a Bossa-nova, o Axé, o Forró e tantos outros que suposta ou aparentemente são brasileiros e, ainda, outros de culturas abrasileiradas, porém, muitos deles são um pouco ofuscados por gêneros mais aclamados pela mídia e pelo público de tal forma que se leva a crer que só estes estilos são pertencentes a emepebê. Todavia, os gêneros provenientes do dito “povão” não seriam mais aptos a serem denominados de emepebê que os outros estilos mais sofisticados (que não estão lá muito próximos ao cotidiano da sociedade)? Será que o sentido verdadeiro remetente à sigla “mbp” está sendo usado?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As pessoas se assustam quando alguém na multidão diz que Kelly Key, Bruno Marrone, Sandy &amp;amp; Junior, MC Leozinho, Saia Rodada, Xuxa e aquele cara desconhecido (que toca músicas próprias, em português) fazem parte da mpb. Para alguns talvez seja horripilante achar que todos, ou alguns destes, possam dividir um título com os maiores cantores e mais belas músicas que se tem por aqui, mas isto é que é mpb (ou emepebê); é isto que é Brasil (um aglomerado de gente fazendo músicas de diversos gêneros e de todas as qualidades). Em quem diz o contrário, vê-se algo mais de arianismo do que realmente um desconhecimento sobre o assunto. Delimitam gêneros da emepebê como se fosse uma afirmação de que a música popular é bela, trabalhada, de alto nível e as músicas que não são brasileiras (que estão aqui apenas por causa da “indústria cultural”) são, no mínimo, de mau gosto. Talvez queiram dizer música de raiz (termo que é, além de ultrapassado, sem nexo) ao invés de emepebê, porém, vê-se que não, já que alguns aclamados gêneros “da mpb” não são “de raiz”; querem, na verdade, mostrar que a música da elite é a música popular e que, de imediato, a música popular é de muita qualidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não há gênero genuinamente brasileiro a se seguir, não há modelo musical brasileiro para compor músicas, não há o gênero emepebê. Alguém pode, por exemplo, fazer Rap - é um gênero americano, mas, se a poesia da música for em português, este alguém fará uma música popular e, sim(!), brasileira. As pessoas precisam entender que não há, em nenhum local, um estilo único e imutável; todo gênero que entrar no Brasil, não será mais como antes, ele passará por um processo de abrasileiramento (mais denso ou menos, mas passará). Então, para fazer parte da música popular brasileira, primeira e obviamente, é preciso trabalhar com músicas em português ou, quiçá, em uma língua indígena (todavia, continuemos apenas com a primeira para não complicar) e com um gênero popular ou popularizado – no mínimo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As pessoas precisam, portanto, ao invés de selecionar gêneros - como se estivessem numa feira de frutas, onde podem separar as frutas podres das melhores -; elas têm que parar com essa mania de “esquecer” as menos favorecidas ou de “menos qualidade”; elas precisam de menos mediocridade e hipocrisia e exigir uma melhor e bela música popular brasileira.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#003333;"&gt;-&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#003333;"&gt;-&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Texto reeditado do blog &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;a href="http://www.fullatagem.blogspot.com/"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Fullatagem&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5293476691085386887-4886851033874196421?l=musicaporumbrasileiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://musicaporumbrasileiro.blogspot.com/feeds/4886851033874196421/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://musicaporumbrasileiro.blogspot.com/2008/10/mpb-msica-por-brasileiros.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5293476691085386887/posts/default/4886851033874196421'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5293476691085386887/posts/default/4886851033874196421'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://musicaporumbrasileiro.blogspot.com/2008/10/mpb-msica-por-brasileiros.html' title='MPB - MÚSICA POR BRASILEIROS'/><author><name>Jael Soares</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07545391994711059095</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_nUIDKoosDOI/Sq8VsXOZZAI/AAAAAAAAAUU/cMy1fMKZbwA/S220/Eu+(426).jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_nUIDKoosDOI/SPwZBVRfD8I/AAAAAAAAAK4/6MGJRROH2pw/s72-c/tom0703pb.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5293476691085386887.post-4861549309556465257</id><published>2008-10-16T16:42:00.000-03:00</published><updated>2008-10-16T16:46:42.276-03:00</updated><title type='text'>UMA NOTA COMO CLAVE</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Este blog está para tratar sobre, obviamente, música, mas, nele, quero mostrar uma perspectiva diferente daquela que, no geral, presencia-se por aí para pensar sobre esse tipo de obra de arte e suas várias formas de se manifestar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta nova abordagem difere das outras porque não se prende a estilos, não exalta estilos (a menos que eu especifique que é meu gosto) e põe na berlinda algumas idéias toscas que se infiltraram nas cabeças das pessoas, entre outras coisas. Decerto, não se terão argumentos muito bem elaborados nem, tampouco, termos técnicos e argumentos de músicos ou falácias de pseudomúsicos; quero ser generoso ao dizer que os argumentos não serão concretos nem embasados em estudos musicais, pois pouco sei de música. Contudo, com o pouco de experiência teórica e prática que obtive com música, escreverei textos – jornalísticos, literários, mesclados, etc – (o mais críticos possíveis) que façam com que as pessoas se interessem pelo assunto e, mais ainda, por pensarem e expressarem suas opiniões com o mínimo de senso crítico – ao mostrar que não é preciso entender de música para falar sobre; o mínimo necessário é gostar dela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O objetivo do “Música por um brasileiro”, portanto, é fazer as pessoas pensarem e discutirem sobre música – não essencialmente sobre notas musicais, tipos vocais, estruturação de melodias, mas qual o papel dela na sociedade, como ela interfere em nós, como está sendo tratada e produzida, como ela nos comunica algo, etc.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5293476691085386887-4861549309556465257?l=musicaporumbrasileiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://musicaporumbrasileiro.blogspot.com/feeds/4861549309556465257/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://musicaporumbrasileiro.blogspot.com/2008/10/uma-nota-como-clave.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5293476691085386887/posts/default/4861549309556465257'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5293476691085386887/posts/default/4861549309556465257'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://musicaporumbrasileiro.blogspot.com/2008/10/uma-nota-como-clave.html' title='UMA NOTA COMO CLAVE'/><author><name>Jael Soares</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07545391994711059095</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_nUIDKoosDOI/Sq8VsXOZZAI/AAAAAAAAAUU/cMy1fMKZbwA/S220/Eu+(426).jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry></feed>
